quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Patricinha do século XXI


Certa vez, a coordenadora da minha escola foi brigar com a turma porque alguns alunos não estavam usando o uniforme – como se fosse adiantar – e disse, em meio a broncas e frases prontas a seguinte frase: ”Vocês acham que escola é desfile de moda, e se vestem como patricinhas, perdem tempo se arrumando e por isso não assistem aula. Isso é inadmissível ”. Relacionar a a frequência dos alunos com a maneira com que eles se vestem foi brilhante (cof cof), mas isso foi o que menos incomodou.  Essa frase, que foi com toda certeza direcionada a minha pessoa poderia ter sido apagada da minha cabeça em questão de minutos, mas acho o termo “patricinha” de certa forma, me assustou. Patricinha, eu? Tentei lembrar das caracteristicas que supostamente fariam de mim uma garota assim, viajei na minha infância e relembrei de todos os filmes teens que já assisti.

Por alguns instantes tive medo do presente ter se transformado em tudo aquilo que eu mais odiei no passado. Será?

Eu gosto de rosa (meu quarto e o meu blog são dessa cor), passo maquiagem todos os dias (pelo menos um lapis e um blush!) e adoro fazer compras (tou precisando inclusive). No entanto,  não sou malvada (às vezes até boazinha demais), nem sonsa e muito menos rica! Essa versão americanizada das patricinhas por mais que ainda faça parte de alguns filmes, séries e mentes ultrapassadas, está praticamente defasada. Amém.

As patricinhas do século XXI são mulheres com alma de garotas: Elas são casadas, cuidam dos filhos, trabalham fora de casa, estudam, escrevem, aprendem a se maquiar no youtube  e continuam adorando claro, animais de estimação.  Estão apaixonadas, mas acima de tudo, são independente e conseguem caminhar sozinhas por aí – e às vezes com um salto de 12cm.
Acredito que um pouco de egocentrismo não faz mal, nem define o caracter de ninguém. Muito pelo contrário, até ajuda na auto-estima e faz com que nós mulheres da nova geração possamos mostrar na maneira de vestir, o quanto podemos ser e fazer diferente. Sou e sempre fui contra qualquer definição de estilo, até porque isso é uma questão de opinão.

Para algumas pessoas sou “a emo”, 
para outras eu sou “a patricinha”…
Acho que o que realmente importa é o que sou pra mim.

Sou Adriele mary, prazer!

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