sábado, 30 de janeiro de 2010

Ainda que me sufoque...

Ás vezes, o que sinto é um medo de sonhar. Como agora. Medo de sonhar com coisas que nunca serão verdade, medo de acreditar demais em mim. Medo de, no fim, ver que fui tola por pensar que seria tantas cosas, que faria tantas coisas. Mas, na maior parte do tempo, sonho alto. Sonho alto e sem medo. Acredito em possibilidades sem nexo. Ás vezes, até estupidas.
Me vejo abraçando o mundo, amando, vivendo, num futuro que não passa de um sonho. Para uma pessoa com tantos altos e baixos, sonho com certas extravagâncias e exageros incomuns. Para quem acredita tão pouco no presente, parece absurdo imaginar e fantasiar um futuro assim, tão incrivel. Talvez seja assim porque sempre penso que amanhã minha vida vai começar. Sonho com um momento em que as coisas começarão a andar. O exato momento em que eu descobrirei que eu sou e porque estou aqui. Descobrirei meus talentos, meus vicios e virtudes. O momento em que terei a alma  completa  o bastante para começar o que devo fazer. Mas, enquanto isso não acontece, me limito a escrever coisas que talvez, não farão sentido para alguém ler algum dia. E talvez não façam sentido algum nem para mim,mas confortam e geram um turbilhão de sonhos que, inuteis ou não, vão formar uma parte de mim algum dia, ou então serão simplesmente a prova de que, apesar de tudo, sempre acreditei  que eu pudesse algo mais.

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